segunda-feira, 21 de maio de 2012

Musique #04 - Música pra Lavar Louça

written by Larissa Rainey at 16:41 2 comentários.

Depois de mais de um mês sem postar, lendo MUITO A Song of Ice and Fire, estou de volta! E dessa vez, com uma playlist toda especial... músicas para você se inspirar enquanto lava a louça nossa de cada dia, ou pra limpar o resto da casa. Coloque suas luvas de borracha, uma roupa velha e vem comigo. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Visão

written by Larissa Rainey at 15:44 0 comentários.


Estou rígida e desconfortável, enquanto encaro o espelho. E pela primeira vez em anos, percebo a real cor dos meus olhos. O fogo presente na minha existência faz com que eles brilhem e mostrem suas verdadeiras cores. Parecem olhos de tigre. Como se uma condessa quisesse se desfazer  seu pingente e colocado os resquícios da pedra em meus olhos. Meus olhos fixam-se em seu próprio reflexo, incapazes de notarem qualquer outra coisa.
São olhos brilhantes de tanta tristeza. Eles não brilham por amor ou por felicidade. Brilham porque só conhecem a decepção, a melancolia e o desejo. Não reconhecem em outros olhos o conforto de serem aceitos, nem de estarem seguros. O mundo que lhes foi apresentado é um mundo de guerras, sangue e fogo. Ignoram qualquer outra realidade, mesmo que esta esteja nítida e acenando os braços frios em sua direção. Preferem ser ignorantes do que degustarem algo que não lhes pertencem.
E quando o meu torpor é brutamente interrompido, meus olhos encaram outros. São levemente parecidos, estes olhos. São os olhos que originaram os meus. Olhos que não possuem outro propósito a não ser julgar, criticar, interromper, exigir. Todavia, eles  não são nada para mim. Enquanto os meus olhos continuarem brilhando e enquanto o meu coração continuar se consumindo em seu próprio fogo implacável, não temerei nada. 
Apesar de tristes, eles enxergam. Apesar de conhecerem nada além de ruínas, eles são capazes de entenderem a beleza ardente na qual a vida se apoia. E sim, meus olhos choram... mas a cada lágrima, minhas chamas queimam mais ainda. 

domingo, 15 de abril de 2012

Musique #03

written by Larissa Rainey at 20:56 0 comentários.
Música pra aguentar a segunda feira que está por vir. 

sábado, 14 de abril de 2012

Um novo vício, alguns links e um espanador de pó

written by Larissa Rainey at 18:52 2 comentários.

varre, varre vassourinha, varre a desatualização...

(eu não acredito que eu acabei de fazer essa piada... internem-me)


Vou começar direto ao assunto, sem enrolações nem nada. Ultimamente eu descobri as delícias do StumbleUpon, um site/aplicativo que te encaminha a vários sites interessantes que têm a ver com os seus interesses. E como tem muita coisa legal, decidi compartilhar la crème de la crème. ATENÇÃO: alta dose de gatinhos. 

Você pode lamber as paredes desse elevador. Sério. Uma companhia no Reino Unido decidiu que os papéis de parede de seus elevadores seriam, er, "lambíveis". São 1,325 cookies alinhados, esperando para serem lambidos. É aquele tipo de coisa que você lê e pensa: "véi....... na boa......"



Sabe aquele comportamento super fofinho do seu gato que faz com que você fique todo bobão? Por trás de uma atitude fofinha, existe uma explicação maléfica que prova que quando o seu gatinho ficar se esfregando em você, ele não está sendo fofo e amoroso. Ele está simplesmente declarando que você é dele. De repente me identifiquei com esse lado felino. 


Esse é um set fofíssimo que mostra gatos experts na arte da camuflagem. Simplesmente lindos. 






Caso você esteja precisando dar um up na sua casa, esse post te ensina a fazer esses jarros de vidro que brilham no escuro! Na verdade, é bem simples: é só comprar tinta que brilha no escuro e fazer bolinhas no jarro. Aliás, se você for corajoso e vasculhar o site inteiro, tem uma seção chamada DIY in English que mostra várias outras coisas pra você fazer. Caso eu consiga fazer alguma coisa, mostro pra vocês posteriormente (porque eu realmente preciso de um marca página novo)


Conheça a arte de Tim Shumate: ele faz uma releitura bem interessante de personagens/personalidades populares. Eu gostei bastante do traço dele, e de como ele interpretou os personagens graficamente. São bem intensos e cheios de detalhes. Definitivamente inspirador. 







Você já parou para pensar como os pôsteres de filmes são extremamente parecidos? O site 22 Words fez uma compilação com os 10 maiores clichês utilizados nesses pôsteres... e exemplo é o que não falta. Chega a ser até assustador.





Caso você seja que nem eu e adore poesia, sugiro que você leia este poema, chamado "She is a Book". Foi escrito por Craig Forman, e é exatamente o tipo de poema que chama a minha atenção: forte e com o toque certo de romantismo. 




Mais poesia e textos maravilhosos para a sua degustação. Dessa vez, a autora é a ativista Jeanann Verlee. Mãe, quando eu crescer eu quero escrever como ela, beijos. 









Esse artigo de 2010 fala sobre um estudo da pesquisadora Lera Boroditsky. Ela explica sua teoria de como a língua que falamos molda a maneira com que pensamos e vemos o mundo. E é mais interessante ainda ver os resultados dessa pesquisa. Por exemplo, em línguas como a japonesa e a espanhola, a intenção de um ato conta na hora de explicá-lo e de pensar sobre ele, enquanto na língua inglesa isso é quase desimportante. Fiquei um bom tempo refletindo na minha própria maneira de pensar e ver as coisas, e até que ponto o português reflete nisso. Vale a pena ler.



E que a guerra dos gatinhos comece... No Kittenwar, você escolhe qual gato você acha mais bonitinho, mais fofinho, mais adorável, mais fotogênico. Se eu falar que fiquei viciada nesse site serei considerada doente???







Quando o design gráfico e a poesia se misturam, o resultado só pode ser maravilhoso. Poemas famosos são interpretados de maneira gráfica e maravilhosa. Aliás, também visite o site dos realizadores desse projeto, os italianos H-57 e First Floor Under. A mistura de arte, design e publicidade é muito inspiradora. 







E pra não dizerem que não falei das flores, tenho uma sugestão pra esse sábado lazarento de tão quente: o download gratuito da música nova do Through Waves (que vocês realmente deveriam escutar para pararem de reclamar que no Brasil não tem música boa). E sim, uma gatinha. 





E eu queria me despedir desse post com duas coisas: primeiramente, eu gostaria de falar ao sr. George R. R. Martin que ele está ARRUINANDO A MINHA VIDA E A MINHA SANIDADE MENTAL E A MINHA VIDA FINANCEIRA, e eu gostaria de deixar esse infográfico aqui, just because.




quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre estrelinhas douradas

written by Larissa Rainey at 12:20 2 comentários.
Em certas ocasiões, eu fico espantada com a percepção dos meus amigos sobre mim. Eu sou muito mais transparente do que eu deveria ser, e isso me incomoda. Comigo não existem meios sorrisos e nem meias palavras. Minha tristeza é explícita; minha felicidade também. Sou uma exaltada por natureza - choro de tanto rir e choro até soluçar. Então, para quem convive diariamente comigo, não é difícil perceber meus humores. O que me espanta é quando notam o que eu não digo, o que eu mantenho trancado, o que eu faço inconscientemente. 
Ontem, estava conversando com um amigo meu - sobre algo que eu escolhi deixar trancado, nessa nova fase da minha vida. É uma estrada sem volta. E depois de outras conversas com outras pessoas, esse meu amigo disse que eu sempre faço as coisas para os outros. Até escrever. Dificilmente eu escrevo para mim, sobre mim. Eu raramente rabisco as palavras, deixo que as frases se formem naturalmente, despreocupadas. A cada toque do meu dedo no teclado, eu me preocupo com o que as pessoas irão pensar. Será que vão gostar? Será que é isso que elas querem ler? 
Eu tenho inúmeros defeitos, mas creio que esse é o pior deles. Tenho uma necessidade quase irracional de ser aprovada pelos outros. Estou plenamente ciente que nem todo mundo gosta de mim - do mesmo jeito que eu não gosto de todo mundo. Mas eu procuro aprovações específicas, de certas pessoas, de certos grupos que eu valorizo. Ao mesmo tempo que eu me desespero por essas aprovações, eu não mudo quem eu sou para agradá-los. Essa tática não funciona - já tentei antes. 
Entretanto, eu me reprimo. Muitas vezes, eu fico quieta por horas simplesmente por não saber o que falar. Por acreditar que não tenho nada importante a ser dito. Eu observo o ambiente e logo percebo que não terei nada a acrescentar para os outros. Então fico quieta, andando calmamente pelos cantos. Estou sempre rodeada de gente, mas poucas vezes eu saio da minha própria cabeça. Poucas vezes eu me sinto verdadeiramente confortável em algum lugar. 
Eu quero que as pessoas me aprovem pelo o que realmente sou, mas eu nunca sou quem eu realmente sou - porque eu ainda não sei quem eu sou. Não sei se continuo na minha zona de conforto sendo a pessoa tímida e quieta ou se finalmente me liberto e me torno a pessoa que eu escondo. Afinal de contas, se sou realmente quieta, devo mesmo mudar? Mas... será que essa timidez não é fruto de um medo irracional e idiota? 
Até quando eu vou deixar que o medo de não ser aprovada atrapalhe a minha vida?Até quando me culparei por não me encaixar em certos círculos?  Até quando tentarei colecionar estrelinhas douradas para tentar preencher algum vazio? Afinal de contas, se eu nem gosto tanto assim de mim mesma, por que espero que os outros também gostem?
São perguntas assim que fazem com que eu queira queimar todos os pontos de interrogação do mundo. 


 

Larissa Rainey Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos