quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Imperialismo

written by Larissa Rainey at 00:11
Invada-me
Pois sou uma terra desconhecida e deserta
Explore-me
Arranque de mim tudo o que tenho de mais precioso
Ensine-me
Sou uma selvagem que desconhece bons modos
Catequize-me
Para que eu acredite nas tuas palavras e apenas nas tuas palavras
Manipule-me
Assim só serei capaz de ver teus feitos heróicos e tua perfeição
Proteja-me
Sou tua propriedade e ninguém mais poderá tocar-me
E quando estiveres dormindo, satisfeito com teu trabalho
Sussurrarei aos quatro cantos tuas falhas e tuas promessas enganosas
Humilhar-te-ei perante teus seguidores e os colocarei contra ti
Pois tirastes o que havia de melhor em mim
E me deixastes apenas com o pior.

2 comentários.:

Anônimo disse...

Isso é bem... sensual. Não sabia que escrevias assim, rs...

arii on 2 de setembro de 2011 às 03:05 disse...

Primeiro poema que leio seu, e adorei!
E bateu totalmente com coisas que eu estou lendo nessa 'fase', coisas diretas e sem falsos pudores.

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